Sábado, 12 de Dezembro de 2009

POLEGARZINHO

Pelo terceiro ano consecutivo, a seca tinha arruinado as colheitas da região. Havia fome e pobreza. Na casa dos lenhadores, junto ao bosque, Polegarzinho e os seus seis irmãos viam passar os dias sem que os seus pais pudessem dar-lhes nada para comer. A mãe chorava e o pai não sabia o que fazer.
Uma tarde Polegarzinho, que era o mais atrevido dos sete irmãos, reuniu todos no bosque e disse-lhes:
- Não podemos continuar assim. Os nossos pais vão morrer de preocupação e de tristeza por não ter com o que nos alimentar. Proponho-lhes que esta mesma noite saiamos todos de casa e atravessamos o imenso bosque, até chegar a outro país onde possamos conseguir algum dinheiro.
E naquela mesma noite, os sete irmãos saíram em busca do país longínquo da abundância e da riqueza.
Percorreram o bosque, em busca do desejado país. Ao entardecer do sétimo dia, quando já todos estavam meio mortos de cansaço e de fome, viram uma casa escondida entre as árvores e decidiram aproximar-se dela para pedir ajuda.
- Esta é a casa do Monstro das Botas de Sete Léguas – disse-lhes uma mulher que saiu para recebê-los – Dentro de uma hora voltará das suas correrias e, se os encontrar aqui, comê-los-á. Porque o Monstro é um gigante cruel e sanguinário, capaz de comer cada um de vós de uma só vez!
- Que más noticias nos dás – exclamou Polegarzinho com lágrimas nos olhos. Se continuarmos a andar, vamos morrer de fome e cansaço!
A mulher, ao ver os meninos tão esgotados e famintos, teve pena deles e deixou-os entrar.
- Mas nenhum de vós deve falar ou fazer barulho – advertiu-os.
As sete filhas do Monstro (que, embora sejam ainda crianças, são tão ferozes e malvadas como o pai) estão a dormir e, se as despertarem, dirão ao pai que vocês estão aqui. Dar-lhes-ei de comer e dormireis até que amanheça. Nessa altura partirão.
Polegarzinho e os seus irmãos estavam tão cansados que aceitaram sem ripostar tudo o que a mulher lhes propunha. Comeram o que quiseram, pois a casa estava cheia de alimentos e de riquezas e em seguida a boa mulher conduziu-os a um quarto onde havia sete camas pequeninas. Uma vez deitados, pôs, a cada um, um gorro de dormir com uma grande borla e apagou a luz, desejando-lhes bons sonhos.
Mas Polegarzinho, mal os seus irmãos adormeceram, levantou-se da cama e pôs-se a explorar a casa do Monstro, das águas-furtadas até ao sótão.
As filhas do monstro dormiam num quarto próximo.
Pareciam muito feias e cada uma delas tinha um gorro como o de Polegarzinho e seus irmãos, embora sem a grande borla.
No sótão havia sacos de ouro e arcas cheias de pedras preciosas...
Quando Polegarzinho regressava para o seu quarto, o Monstro entrava em casa dando uns enormes sopros e grunhindo como um porco.
- Cheira a carne fresca! – rugiu, cheirando o ar.
- Será que o vento sopra do Sul... – disse atemorizada a mulher.
- Cheira a carne fresca – repetiu o Monstro ainda mais alto -. Voltaste a meter gente cá em casa enquanto eu estive fora? Vou revistar tudo e comerei os forasteiros. Ah, ah, ah! Que grande ceia vou ter!
E o Monstro começou a revista pelo sótão do tesouro. Polegarzinho teve então uma feliz ideia e desatou a correr até ao piso de cima.
Rapidamente, retirou os gorros de dormir dos irmãos e trocou-os pelos das filhas do Monstro. Em seguida, meteu-se na cama e fingiu que dormia, pois o Monstro já subia as escadas a arfar e jurando comer todos de uma só vez.
Uma a uma foi apalpando na escuridão as cabeças dos meninos, enquanto Polegarzinho julgava que morreria de medo.
“ Estas são as minhas filhas”, pensou o monstro. E saiu do quarto.
No quarto ao lado foi apalpando igualmente as camas e, ao sentir por baixo da mão as cabeças que tinham o gorro com a borla, pensou: “Que grande banquete! Sete de uma só vez!” E engoliu as meninas. A seguir, descalçou as botas de sete léguas e atirou-se para cima da sua cama, para fazer a digestão de tão horrível ceia.
Quando Polegarzinho ouviu os terríveis roncos do Monstro, despertou os seus irmãos e, em segredo, conduziu-os ao sótão do tesouro, onde cada um carregou com um saco. Depois subiu ao quarto do Monstro e pegou nas botas de sete léguas. Mas eram tão grandes que teve de fazer duas viagens para as levar até ao bosque.
- Estamos ricos! – disse aos seus irmãos – Agarrem-se a mim que as botas se sete léguas levar-nos-ão para casa.
E Polegarzinho, meio perdido dentro daquelas enormes botas, pôs-se em marcha até à casa distante, onde chegaram naquela mesma noite. Desde então, acabou-se a fome e foram muito felizes na companhia dos seus queridos pais.

 

 

http://www.bebevirtual.com/Historias%20para%20dormir7.htm

 

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publicado por anitta às 00:58
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1 comentário:
De Yheko a 23 de Janeiro de 2010 às 00:52
Recomeçar

Não importa onde você parou... em que momento da vida você se cansou... o que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...

É renovar as esperanças na vida e, o mais importante: acreditar em você novamente.

Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado...

Chorou muito? Foi limpeza da alma...

Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...

Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechou a porta até para os anjos...

Está se sentindo sozinho? Talvez você tenha afastado as pessoas no seu "período de isolamento"..

Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da sua melhora...

Pois bem, agora é hora de reiniciar, de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para se aproximar.

Que tal dar um jeito no visual, fazer um novo curso ou realizar aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa?

Observe quantos desafios a vida está a lhe oferecer!

Quanta coisa nova está esperando para ser descoberta!

Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis.

O mau humor vai minando nosso fígado, até a boca ficar amarga.

Se você está se sentindo assim, com a sensação de derrota, é hora de recomeçar...

E hoje é um bom dia para enfrentar novos desafios.

Defina aonde você quer chegar e dê o primeiro passo.

Comece por fazer uma faxina mental, jogando fora todos esses pensamentos e sentimentos pessimistas que se acumularam ao longo do tempo.

Atire para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade de entrar.

Desfaça-se desse sentimento de inferioridade, de incapacidade, e valorize-se. Você é o que fizer de você.

Em seguida, faça uma faxina no seu quarto. Jogue fora todo aquele lixo que você acumula há tempos, só como recordação do passado.

Papéis velhos dos quais você nunca precisou. Disco e fitas que você não irá mais ouvir, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e tudo aquilo que só traz recordações tristes.

Abra seu guarda-roupa e retire tudo o que não usa mais. Doe para alguém que precisa. Doe os calçados que apertam seus pés ou que não servem porque seu número não é mais o mesmo.

Para recomeçar é preciso abrir espaços mentais e físicos...

Depois que tomar essas providências, leia um bom livro, assista um bom filme, para alimentar sua mente com idéias positivas e otimistas.

Aproxime-se dos amigos, dos familiares, das pessoas alegres que ajudarão você a sustentar o bom ânimo e a coragem.

Evite, enquanto se restabelece, a presença de pessoas pessimistas e desanimadas. Só as busque quando estiver forte o bastante puder ajudá-las.

Busque um lugar calmo e eleve a Deus uma prece.

Mas comece agradecendo pela vida, pelas oportunidades renovadas, pelos obstáculos e desafios que surgem no caminho. Eles nos fazem mais forte quando os superamos.

Lembre-se: o dia de hoje é uma página em branco que o Criador lhe oferece para que você escreva um novo capítulo da sua história.

Recomeçar é só uma questão de querer. Se você quer, Deus quer. É por isso que Ele acena sempre com essa nova chance chamada presente.

Pense nisso e não perca nem mais um minuto!


Um Grande beijo


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