Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

A PARAGEM DO TEMPO

 

Ficámos na paragem do tempo o tempo suficiente para ele passar por nós.

Nesse momento infinito, em que o olhar dançava entre as urzes e o mar, a brisa quente de junho namorou o poema.

 

 

 

Onde ficava o mundo?

Só pinhais, matos, charnecas e milho

para a fome dos olhos.

Para lá da serra, o azul de outra serra e outra serra ainda.

E o mar? E a cidade? E os rios?

Caminhos de pedra, sulcados, curtos e estreitos,

onde chiam carros de bois e há poças de chuva.

Onde ficava o mundo?

Nem a alma sabia julgar.

Mas vieram engenheiros e máquinas estranhas.

Em cada dia o povo abraçava um outro povo.

E hoje a terra é livre e fácil como o céu das aves:

a estrada branca e menina é uma serpente ondulada

e dela nasce a sede da fuga como as águas dum rio.”

 

 

Fernando Namora, in ‘Terra’



hoje eu sinto a parada no tempo!.

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publicado por anitta às 10:14
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