Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

CÍRCULO VICIOSO

 Um dia, milhões de bebês choraram na liberdade uterina do milagre da vida: nasceram. Não vestiram seus corpos, não lhes calçaram sapatos nem lhes deram o conforto do seio materno, antes da posse do sonho infantil, foram rejeitados, ao rigor do abandono.

Um dia, mãozinhas trêmulas, inseguras, sem afeto, bateram na porta do vizinho, procurando abrigo. Não havia ninguém ali para oferecer afeto nem portas havia na pobreza do lado. O menino escorregou na direção da rua.

 

 

Um dia, a criança anêmica foi eleita à marginalidade da escura noite e disputava papelões e pães no lixo do depósito público. Aos tapas, cresceu como grão perdido no vão das pedras, sem a mínima possibilidade de sobreviver: sem teto, sem luz, sem chão.

 

 

Um dia, o adolescente esperto teve alucinações de vida e o desejo de conferir a sociedade: candidatou-se à luta amarga do subemprego. Alvejado pela falta de habilitação, foi condenado como vagabundo, recebendo etiqueta oficial de mendigo.

 

 

Um dia, o adulto desiludido, amargurado, sem emprego, sem referencial, saiu à procura do amor. No escuro, mas cheio de esperanças, foi colecionando portas fechadas pelo caminho. Sem Deus, sem nome, sem avalista, sem discurso, acreditou no "slogan" das campanhas sociais.

 


Um dia, o menino mal nascido, mal amado, mal educado, não soube cuidar do filho que nem chegou a ver. Não ouviu seu choro. Imaginou apenas que, após nove meses de duríssima gestação, alguém brotara de um rápido encontro, irresponsável, assustado e vazio que sempre ouviu dizer que se chamava amor.

 

 

 

Fonte: Ivone Boechat

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Domingo, 28 de Outubro de 2012

FELICIDADE

 

Olá! Muito prazer!

Meu nome é Felicidade.

Faço parte daqueles que têm amigos, pois ter amigos é ser feliz.

Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva.

Por isso se chama presente.

Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do amor, que acreditam que para uma

história bonita não há ponto final.

Sou casada, sabiam? Sou casada com o Tempo. Ah! Meu marido é lindo! Ele é responsável pela resolução de todos os problemas, cura machucados, vence a tristeza...

Juntos, eu ( Felicidade ) e o Tempo tivemos três filhos: a Amizade, a Sabedoria e o Amor.

A Amizade é a filha mais velha, uma menina linda, sincera e alegre. A Amizade brilha como o sol, une as pessoas, pretende nunca ferir, sempre consolar.

A do meio é a Sabedoria. Culta e íntegra, sempre foi mais apegada ao pai, o Tempo.

A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos!

O caçula é o Amor. Ah, como esse me dá trabalho! É teimoso. Às vezes, só quer morar em um lugar.

Eu vivo dizendo:

- Amor, você foi feito para morar em dois corações, não apenas em um. O Amor é complexo, mas é lindo, muito lindo.

Quando ele começa a fazer estragos, eu chamo logo o pai dele, o Tempo, e aí o Tempo sai fechando todas as feridas que o Amor abriu!

Uma das pessoas mais importantes na vida ensinou-me uma coisa:

- Tudo, no final, sempre dá certo. Se ainda não deu, é porque não chegou ao fim.

Por isso, acredite sempre na minha família, acredite no Tempo, na Amizade, na Sabedoria e, principalmente, no Amor.

Aí, quem sabe um dia, eu, a Felicidade, não bate na sua porta?

 

 

Fonte: Autor desconhecido

ID: 496

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Domingo, 13 de Dezembro de 2009

A LEITEIRA

Fresca como uma rosa e alegre como um passarinho, caminhava uma linda jovem em direcção ao mercado da cidade vizinha, com um cântaro de leite sobre a cabeça
A formosa leiteira ia vestida com a sua roupa de domingo, o seu aventalinho de cores vivas e uns lindos sapatos verdes.
O suave sol da manhã iluminava o seu lindo rosto e fazia brilhar os seus olhos sonhadores.
Ao fundo ficava a cidade, rodeada por um pequeno monte de pinheiros perfumados, que se transformavam em música suave quando o vento brincava às escondidas nas suas copas redondas.
A leiteira, com o seu cântaro sobre a cabeça, pensava no lucro que obteria quando vendesse o leite no mercado da cidade. Sempre tinha sonhado ser muito rica, possuir uma quinta repleta de animais, a casa mais luxuosa e as jóias mais reluzentes...
- Chegarei ao mercado – dizia a si mesma – e venderei o leite que levo no cântaro. É um leite muito fresco e espesso e pagar-me-ão mais do que a qualquer outra pessoa, pois não é em vão que sou a rapariga mais bonita e bem vestida de toda a região.
“Pelo leite – continuava a pensar – receberei um montão de dinheiro, poderei comprar muitas galinhas todas gordas e bonitas, com penas reluzentes e crista vermelha.
E as galinhas porão muitos ovos, que logo serão chocados...
“ Ao fim de uns dias, montes de pintainhos, com a sua penugem fina e sedosa e o seu terno “piu, piu” encherão o pátio da minha casa e serão como um grande bando de pássaros de algodão. Dar-lhes-ei grãos de trigo e sopas de pão com leite e assim, em pouco tempo, começarão a ter crista e esporões...
“Quando os frangos se transformarem em senhores galos, levá-los-ei ao mercado onde sem dúvida causarão grande admiração. Todos lutarão para os comprar, mas apenas os venderei a quem me pagar melhor...
- Não, não me deixarei enganar! – dizia já em voz alta – E com o dinheiro que me derem pelos galos, comprarei os melhores leitões, os mais gordinhos e rosados. Eu própria os alimentarei. Ficarão gordos e vistosos, com a barriga quase a roçar no chão...
“Com o dinheiro dos leitões, comprarei os novilhos mais bonitos que houver na feira, desses que têm a pele de duas cores e o cachaço suave e húmido; desses que correm pelos prados e investem com os seus chifres e que olham com uns olhos grandes e doces, que parecem de veludo...
“ E, em menos de um ano, terei a melhor quinta de novilhos de toda a região. Vendê-los-ei a pouco e
pouco, apenas a quem me pagar uma boa quantia em dinheiro por cada um deles.
Com todo esse dinheiro, mandarei construir a casa mais luxuosa de toda a comarca e comprarei os vestidos mais bonitos e as jóias mais reluzentes e...”

A ambiciosa rapariga ia assim dando rédea solta à sua imaginação, por um caminho que parecia não ter fim.

. Já se via imensamente rica quando, na realidade, tudo o que tinha era apenas um humilde cântaro de leite...
E tão depressa andou para chegar logo, logo à cidade e ver os seus sonhos realizados, que tropeçou numa pedra, perdeu o equilíbrio e zás!...
O cântaro com o seu precioso líquido caiu ao chão e ficou feito em fanicos.
Pobre rapariga. Todos os seus sonhos se tinham desfeito.
O cântaro partido; e o branco e fresco leite derramado sobre a poeira do caminho...
Adeus galinhas, frangos, leitões e novilhos! Adeus casa e vestidos! Adeus jóias e riquezas!
A rapariga contemplava com os olhos cheios de tristeza, como se algo tivesse morrido para sempre sobre a terra do caminho.
O Sol, pelo contrário, sorria no alto do céu. Sem dúvida que achava graça à ambição daquela rapariga. Mal tinha acabado de construir um enorme castelo na sua imaginação e já este tinha sido atirado por terra.

 

 

http://www.bebevirtual.com/Historias%20para%20dormir4.htm

 

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Sábado, 12 de Dezembro de 2009

POLEGARZINHO

Pelo terceiro ano consecutivo, a seca tinha arruinado as colheitas da região. Havia fome e pobreza. Na casa dos lenhadores, junto ao bosque, Polegarzinho e os seus seis irmãos viam passar os dias sem que os seus pais pudessem dar-lhes nada para comer. A mãe chorava e o pai não sabia o que fazer.
Uma tarde Polegarzinho, que era o mais atrevido dos sete irmãos, reuniu todos no bosque e disse-lhes:
- Não podemos continuar assim. Os nossos pais vão morrer de preocupação e de tristeza por não ter com o que nos alimentar. Proponho-lhes que esta mesma noite saiamos todos de casa e atravessamos o imenso bosque, até chegar a outro país onde possamos conseguir algum dinheiro.
E naquela mesma noite, os sete irmãos saíram em busca do país longínquo da abundância e da riqueza.
Percorreram o bosque, em busca do desejado país. Ao entardecer do sétimo dia, quando já todos estavam meio mortos de cansaço e de fome, viram uma casa escondida entre as árvores e decidiram aproximar-se dela para pedir ajuda.
- Esta é a casa do Monstro das Botas de Sete Léguas – disse-lhes uma mulher que saiu para recebê-los – Dentro de uma hora voltará das suas correrias e, se os encontrar aqui, comê-los-á. Porque o Monstro é um gigante cruel e sanguinário, capaz de comer cada um de vós de uma só vez!
- Que más noticias nos dás – exclamou Polegarzinho com lágrimas nos olhos. Se continuarmos a andar, vamos morrer de fome e cansaço!
A mulher, ao ver os meninos tão esgotados e famintos, teve pena deles e deixou-os entrar.
- Mas nenhum de vós deve falar ou fazer barulho – advertiu-os.
As sete filhas do Monstro (que, embora sejam ainda crianças, são tão ferozes e malvadas como o pai) estão a dormir e, se as despertarem, dirão ao pai que vocês estão aqui. Dar-lhes-ei de comer e dormireis até que amanheça. Nessa altura partirão.
Polegarzinho e os seus irmãos estavam tão cansados que aceitaram sem ripostar tudo o que a mulher lhes propunha. Comeram o que quiseram, pois a casa estava cheia de alimentos e de riquezas e em seguida a boa mulher conduziu-os a um quarto onde havia sete camas pequeninas. Uma vez deitados, pôs, a cada um, um gorro de dormir com uma grande borla e apagou a luz, desejando-lhes bons sonhos.
Mas Polegarzinho, mal os seus irmãos adormeceram, levantou-se da cama e pôs-se a explorar a casa do Monstro, das águas-furtadas até ao sótão.
As filhas do monstro dormiam num quarto próximo.
Pareciam muito feias e cada uma delas tinha um gorro como o de Polegarzinho e seus irmãos, embora sem a grande borla.
No sótão havia sacos de ouro e arcas cheias de pedras preciosas...
Quando Polegarzinho regressava para o seu quarto, o Monstro entrava em casa dando uns enormes sopros e grunhindo como um porco.
- Cheira a carne fresca! – rugiu, cheirando o ar.
- Será que o vento sopra do Sul... – disse atemorizada a mulher.
- Cheira a carne fresca – repetiu o Monstro ainda mais alto -. Voltaste a meter gente cá em casa enquanto eu estive fora? Vou revistar tudo e comerei os forasteiros. Ah, ah, ah! Que grande ceia vou ter!
E o Monstro começou a revista pelo sótão do tesouro. Polegarzinho teve então uma feliz ideia e desatou a correr até ao piso de cima.
Rapidamente, retirou os gorros de dormir dos irmãos e trocou-os pelos das filhas do Monstro. Em seguida, meteu-se na cama e fingiu que dormia, pois o Monstro já subia as escadas a arfar e jurando comer todos de uma só vez.
Uma a uma foi apalpando na escuridão as cabeças dos meninos, enquanto Polegarzinho julgava que morreria de medo.
“ Estas são as minhas filhas”, pensou o monstro. E saiu do quarto.
No quarto ao lado foi apalpando igualmente as camas e, ao sentir por baixo da mão as cabeças que tinham o gorro com a borla, pensou: “Que grande banquete! Sete de uma só vez!” E engoliu as meninas. A seguir, descalçou as botas de sete léguas e atirou-se para cima da sua cama, para fazer a digestão de tão horrível ceia.
Quando Polegarzinho ouviu os terríveis roncos do Monstro, despertou os seus irmãos e, em segredo, conduziu-os ao sótão do tesouro, onde cada um carregou com um saco. Depois subiu ao quarto do Monstro e pegou nas botas de sete léguas. Mas eram tão grandes que teve de fazer duas viagens para as levar até ao bosque.
- Estamos ricos! – disse aos seus irmãos – Agarrem-se a mim que as botas se sete léguas levar-nos-ão para casa.
E Polegarzinho, meio perdido dentro daquelas enormes botas, pôs-se em marcha até à casa distante, onde chegaram naquela mesma noite. Desde então, acabou-se a fome e foram muito felizes na companhia dos seus queridos pais.

 

 

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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Rapunzel

 

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Numa pequena aldeia, um casal aguardava ansioso a chegada do primeiro filho. A mulher ficou com vontade de comer os rabanetes da horta vizinha. A horta pertencia a uma bruxa que apareceu na hora em que o homem apanhava alguns rabanetes escondidos. Ela ficou furiosa e jurou tomar a criança assim que nascesse. Quando o bebê nasceu, a bruxa apareceu e levou-o para bem longe. Como era uma menina, a bruxa chamou-a Rapunzel. Colocou-a em uma torre muito alta e sem portas. O tempo passou, Rapunzel transformou-se em uma linda moça de longas tranças. Um príncipe caçava na floresta e achou a torre de Rapunzel. Logo viu a bruxa chegar e gritar: 

    _ Rapunzel, jogue as tranças cor de mel!

    O príncipe viu a bruxa subir na torre pelas tranças. Quando ela foi embora, o príncipe foi ao encontro de Rapunzel. E passou a visitá-la. Então um dia, a bruxa descobriu sobre as visitas do príncipe. Cortou as tranças da Rapunzel e a levou embora. Esperou pelo príncipe para vingar-se. Quando o príncipe apareceu, a bruxa jogou as tranças e quando ele chegou na janela, ela o empurrou. Ele caiu sobre um espinheiro e ficou cego. O príncipe mesmo sem enxergar, correu o mundo procurando Rapunzel. Um dia, bateu na porta de uma casa pedindo pousada e alimento. A moça que o atendeu era Rapunzel e logo reconheceu o príncipe. Ela então chorou de tristeza porque ele ficou cego. Suas lágrimas caíram sobre os olhos do príncipe e ele voltou a enxergar. O príncipe levou Rapunzel para o seu reino. Casaram-se e foram felizes para sempre.

 

 

 

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