Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

NASCEU O MENINO JESUS parte 3

 

Depois, admirada, perguntou-lhes:
-         Como souberam que estávamos aqui?
http://www.tribunadeituverava.com.br/fotos_noticias/815.jpg
 
Os Reis Magos responderam:
- Vimos no céu uma estrela que brilhava noite e dia. Seguimo-La até Belém para adorar o Menino.
 
http://mentedespenteada2.blogs.sapo.pt/arquivo/reis%20magos.jpg
Depois de darem os presentes que traziam, os três Reis Magos despediram-se. Maria e José vieram à porta dizer-lhes adeus.
-         Adeus e obrigado! – Disse José.
- Adeus e obrigado! – Disse Maria.
 
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Esta maravilhosa história da estrela que guiou os pastores e os reis até ao estábulo onde Jesus nascera… esta maravilhosa história que todas as crianças do mundo conhecem…é a História do Natal!
 
 
“ Alegrem-se o Céu e a Terra,
Cantemos com alegria.
Que nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria.”
 
 

publicado por anitta às 00:27
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

NASCEU O MENINO JESUS parte 2

http://images.quebarato.com.br/photos/big/6/B/FF6B_1.jpg

 

Os pastores aproximaram-se com os seus carneirinhos.
- Será aqui? – Perguntou um pastor.
-         Será aqui, neste pobre estábulo, que nasceu Jesus? – Perguntou o outro.
Deixando os carneiros a pastar no campo, os pastores entraram devagarinho no estábulo.
 
http://www.forcadosdemonsaraz.com/imagens/img/presepio.jpg
 
E viram o Menino deitado na manjedoira, rodeado pelos pais.
-         Este é Jesus! – Diz Maria.
-         Este é Jesus! – Diz José.
Os pastores ajoelharam-se diante do Menino para o adorar. A estrela continuava a brilhar, a brilhar… Que noite tão linda!
 
http://www.ailtonmedeiros.com.br/wp-content/uploads/2007/07/reis.jpg
Mas a boa nova chegara ao deserto e de lá vieram os três Reis Magos montados em camelos e guiados pela estrela. Vinham visitar o Menino Jesus e trazer-lhe presentes.
http://www.infoescola.com/files/2009/08/1-89fcc9e448.jpg
O primeiro, Melchior, trouxe-lhe ouro.
O segundo, Gaspar deu-lhe incenso. O terceiro, Baltasar, ofereceu-lhe mirra.
Ai que presentes tão belos!
 
Maria pegou no Menino ao colo e apresentou-o aos três reis.
 
 
 
continuará---

 


publicado por anitta às 00:15
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

NASCEU O MENINO JESUS

 
http://1.bp.blogspot.com/_Tvqj1V81rtE/SVKoItSC60I/AAAAAAAABUM/RlW_QPs8VuY/s400/menino+jesus+2.jpg
 

Há muito, muito tempo num país lá longe… por uma noite escura, dois pastores vigiavam o seu rebanho de carneiros. Mas, de repente, apareceu no céu uma luz tão brilhante que deslumbrou os pastores!

 

 

 http://luteranos.files.wordpress.com/2009/04/ovelha.jpg
Essa luz suave e linda vinha de um anjo que sorriu aos pastores e lhes anunciou o nascimento de um menino em Belém… um menino chamado Jesus.
Ide vê-lo – pede o anjo aos pastores.
Está num estábulo, deitado numa manjedoira.
Virá uma estrela para vos guiar!
 
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Então o céu ficou coberto de anjos que cantavam com voz doce:
- Glória a Deus nas alturas! – Os pastores estavam encantados. Depois, os anjos desapareceram e o céu ficou, outra vez, escuro.
 
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Antes do nascer do dia, os pastores foram para Belém e levaram com eles todos os carneiros.
 
Andaram, andaram, andaram, guiados por uma estrela que parou em Belém mesmo por cima de um estábulo que parecia abandonado.

CONTINUARÁ...

 

 

 

 

 


publicado por anitta às 23:40
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Domingo, 20 de Dezembro de 2009

A Loja dos Brinquedos

 

Na loja dos brinquedos ninguém estava satisfeito.
- Já disse que não vou e não vou mesmo! Vocês é que são meus amigos!  - gritou a Boneca vaidosa.
- Eu também não saio daqui, nem que seja à força! - disse o Carrinho.
Claro que o Soldadinho e a Guitarra concordaram. Também não iriam passar o Natal longe dali, numa casa qualquer.
- É que nós somos uma grande família! – exclamou o soldadinho. – E, para mim, o Natal só faz sentido com todos vocês!
No momento em que a discussão estava realmente acesa, o empregado da loja ouviu o que diziam os brinquedos. Aproximou-se e disse-lhes:
- Já viram bem o disparate que estão a dizer? Não saírem daqui no Natal?
Quando alguém vos vier comprar, vai ser para vos oferecer a alguma criança que vai tornar-se vossa amiga…
O Carrinho de pilhas interrompeu-o:
- Mas os nossos amigos estão aqui!
- Pois, mas as crianças vão brincar convosco e vão ser vossas amigas de verdade.
E não há nada melhor do que faze-las sorrir!

 

 

 

 

 

 
Narrado por Claúdia vieira

 

 

 


publicado por anitta às 00:10
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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

O Cavalinho de Madeira

 

Há já dias que o velho cavalinho de madeira do João não pensava noutra coisa:
-Já estou mesmo a ver… No Natal, o João vai receber tantos presentes que nunca mais se vai lembrar de mim!
Esta ideia não lhe saia da cabeça. Não podia deixar que um brinquedo qualquer ocupasse o seu lugar.
Amuado, o Cavalinho deitou-se no chão, e o João só se apercebeu de que havia algo estranho quando ele esticou uma das patas e lhe tocou no pé.
- Mas o que é que te deu para estares aí deitado? Dói-te alguma coisa?
- Estou preocupado com o Natal! – Respondeu o Cavalinho. – Com tantos presentes que vais receber, tenho a certeza de que não nos vamos voltar a divertir-nos como dantes, nunca mais vamos brincar aos cowboys nem viajar pelo mundo…
Na noite de Natal, depois de abrir os presentes, o João não resistiu a ir buscar o seu eterno companheiro de aventuras. Levou-o até á sala e, na companhia dos brinquedos novos, o João e o seu cavalinho de madeira partiram numa viagem pelo mundo da brincadeira.
Este Cavalinho era realmente muito especial para ele.
 
 
 
Narrado por Francisco Menezes
 

 


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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

O Boneco de Neve

 

Sempre fazia frio na rua, a janela ficava embaciada e a Sara entretinha-se a fazer desenhos no vidro. Naquela tarde, reparou num boneco de neve que estava no jardim, mesmo em frente à sua casa. Olhou para ele e pensou:
- Coitado! Lá fora, ao frio… Vou levar-lhe um agasalho. Vai, de certeza, sentir-se mais quentinho!
No jardim, começou por lhe vestir um casacão e depois encavalitou-se numa pedra para lhe por um chapéu no cimo da cabeça.
- Pronto, assim ficas muito melhor! E com menos frio!
Atrapalhado com Tanta vestimenta, o Boneco de Neve começou a derreter e disse:
- Obrigado, mas sabes uma coisa? Se não fosse esta temperatura tão gelada, eu nunca estaria aqui, não existia. Com certeza, já tinha derretido e tu nunca me terias visto…
A Sara, preocupada, retirou-lhe de imediato o casacão e o Boneco continuou:
- Mas ainda bem que vieste ter comigo. Estava há tanto tempo sozinho e gosto tanto de ter companhia!

 

 

 

Narrado por Sofia Cerveira

 

 


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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Uma história infantil de Natal...

http://childrensbook.files.wordpress.com/2008/12/childrenxmastree.jpg

 

Natal todos os dias Pedro andava entusiasmado. A passos largos, aproximava-se a época do ano que mais gostava: o Natal. Embora ainda fosse meados de Novembro, por todo o lado o perfume do Natal já começava a chegar. A cidade animava-se, os enfeites e as luzes nas ruas anunciavam a sua chegada. As montras das lojas estavam já enfeitadas, com pinheirinhos que luziam inúmeras cores. Na televisão, abria-se para Pedro o mundo de brinquedos que o faziam sonhar. Era difícil escolher, tantos anúncios de brinquedos, gostava de quase todos. Tarefa árdua, foi fazendo uma lista dos preferidos, com a ajuda de catálogos que as lojas mandavam lá para casa. Ia recortando os favoritos e, depois de pensar muito bem, eliminava, dia a dia, alguns. Sabia que não podia ter todos, “tenho que escolher bem, para não me arrepender”, dizia para consigo, repetidamente.
 
Tudo caminhava para a perfeição, pensava Pedro, a cada dia mais expectante. Como gostava de passear nas ruas da cidade, admirando o festival de luz e cor que lhe aquecia o coração e aumentava a ansiedade pelo grande momento: a noite de Natal, as prendas que o Pai Natal lhe ia oferecer. Afinal de contas, pensava, “portei-me bem todo o ano”. E para que não restassem dúvidas, quase todos os dias perguntava à mãe, sem esperar qualquer outra resposta que não fosse a confirmação de que fora, sempre, um bom menino. Enchia o peito de satisfação quando ouvia as palavras mágicas da mãe: “é claro que sim, Pedro, portaste-te muito bem”.
 
Pedro tinha oito anos e andava no terceiro ano. Nesta altura, lá na escola, havia fortes discussões sobre a existência do Pai Natal. Pedro perdia a paciência com alguns dos seus colegas quando estes diziam que o Pai Natal não existia. “É claro que existe, já o vi na televisão, mora na Lapónia”, argumentava, com veemência, “e todos os anos, pelo Natal, anda pelo mundo, com as suas renas, a distribuir presentes”. E advertia-os: “vocês assim não vão ter prendas do Pai Natal”.
 
Se Pedro já andava excitado, mais ficou quando a sua professora lançou um desafio à turma: “cada um de vós vai fazer uma composição sobre o Natal. Escolhemos a melhor e, depois, vamos tirar, dessa composição, algumas frases para se fazer o postal natalício da Escola”.
 
A cabeça de Pedro entrou logo em frenesim. Tinha que falar do Natal, começou a alinhavar ideias para a composição e não tardou a pegar no seu caderno, com receio de esquecer tudo o que ia no seu pensamento. O lápis correu rápido, tanta coisa queria escrever sobre a sua época favorita.
 
Essa manhã de escola passou num ápice e Pedro regressou a casa muito satisfeito. Contou à sua mãe o que tinha acontecido e desbobinou, num sufoco, tudo o que tinha escrito. “Falei de tudo”, disse com ar de contentamento, “da família que se reúne na noite de Natal, como nós na casa dos avós, com os tios e primos todos, da alegria que contagia as pessoas, do Pai Natal…,” dizia ofegante. “Calma, Pedro”, disse a mãe para o sossegar, “tenho a certeza que a tua composição está muito bem”. “Vou ganhar, não vou mãe?”, interrogava Pedro, para logo contar à mãe mais coisas que tinha escrito. “Não me esqueci de falar dos pobres meninos que não têm família, nem das pessoas que vivem nas ruas”, lamentando-se do “Natal triste que eles vão ter”.
 
Chegou o dia do anúncio da composição vencedora. Pedro sentia-se confiante. Depois de dar os parabéns a todos, pelo empenho e pelas boas composições que fizeram, o momento da verdade: “a composição que escolhi foi a do Adnan”, sentenciou a professora. Quase todos ficaram espantados.
 
Adnan, era um menino bósnio que chegou há dois anos à escola. “Não comemoro o Natal porque eu e a minha família somos islâmicas”, começava assim a sua composição. E continuava: “quando cá cheguei, pouco percebia, mas o meu pai explicou-me muitas coisas sobre esta tradição. O Natal é uma festa bonita, porque todos os católicos se juntam para celebrar o nascimento de Jesus Cristo, para eles o filho de Deus. Há muita alegria, paz e as pessoas gostam de trocar presentes, como fizeram os Reis Magos quando Jesus nasceu. Não fazemos festa lá em casa, mas gosto do Natal porque as pessoas andam diferentes, mais contentes e amigas. Há música nas ruas e no coração das pessoas. É pena não ser sempre assim”. Adnan escreveu mais, quer sobre o Natal, quer sobre os seus costumes, mas a forma como terminou fez sorrir os colegas: “só ainda não percebi muito bem quem é o Pai Natal”.
 
Nesse ano, o postal de Natal da escola do Pedro e do Adnan dizia: “No Natal, há música nas ruas e no coração das pessoas. É pena não ser sempre assim”.

 

 

http://sol.sapo.pt/blogs/eduardocarvalho

 


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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

No Topo da Árvore

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A algazarra era tão grande que até a Estrela, lá bem no cimo da Árvore de Natal, estranhou o que se passava cá em baixo. Esticou-se um bocadinho, deixou-se estar à escuta e ficou surpreendida com o que ouviu.
_ Porque é que não posso ser eu a ficar no topo da árvore este Natal? Perguntava a Bola encarnada.
As luzes encolhiam-se, os Sinos faziam um sorriso amarelo, ninguém tinha uma resposta.
E a Bola encarnada, desiludida, continuava:
_ Sempre tive esse sonho… ocupar o lugar mais importante desta árvore! Mas não entendo, é sempre a Estrela e escolhida…
De facto, a Estrela sabia que tinha um lugar muito especial. Mas como não gostava de ver ninguém triste decidiu ajudar a pequena bola. Desceu até à Luazinha verde e disse:
_ Só tu e as tuas irmãs podem ajudar a realizar o sonho da Bola encarnada. Iluminem o caminho e talvez assim seja possível…
De um momento para o outro, a Bola encarnada estava no ramo mais alto da árvore. Olhou para a Estrela, mais em baixo, e disse-lhe.
_ Obrigada, Estrelinha por me deixares ficar no teu lugar. Será o Natal mais feliz da minha vida!
 
Narrada por Rita Ferro Rodrigues

 

 


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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

UM MILAGRE DE NATAL

 

Era dia de Natal e, no orfanato Santa Terezinha, terminara o almoço das crianças que ali viviam por não terem família. Era hora de brincarem no pátio e no parquinho. Algumas se divertiam jogando bola, outras nos brinquedos do parquinho. O carrossel era o preferido. A irmã Josélia monitorava as brincadeiras para evitar acidente porque, duas semanas antes do Natal, uma das crianças, a Luisinha, caiu do escorregador sofrendo fratura de joelho. Em virtude deste acidente, Luisinha permanecia hospitalizada e não pôde participar da festa de Natal.

Cristina, amiga de Luisinha, estava triste com a ausência da amiga. Chorou muito. A irmã Josélia a consolava dizendo:

- São apenas alguns dias, logo Luisinha estará aqui entre nós. Vamos rezar para que ela fique boa bem rápido. Tá Bom?

Não adiantava. A saudade era grande e Cristina não podia evitar a tristeza, tanto não podia que estava sentada no balanço do parquinho falando:

- Deus, por que você não tira a minha amiga daquele hospital? Sabe, Deus! Eu queria ser uma médica para curar o joelho da Luisinha. Não só curar a Luisinha, mas toda gente que fica doente.

Quando a menina terminou de falar viu, ao seu lado, um homem alto de cabelos brancos, com uns olhos tão brilhantes que não dava para identificar a cor.

- Está falando com alguém, pequenina? – perguntou o homem com um sorriso simpático.

- Estou sim. Estou falando com Deus.

- E ele respondeu? – perguntou o desconhecido.

- Ainda não, mas vai responder. Ele nunca deixa de atender a gente. – respondeu a criança.

- E o que estava, a menina, falando com ele?

- Eu pedi que ele curasse a minha amiga. Hoje é Natal e eu não consegui entregar o presente dela.

Meteu a mão no bolso do avental e tirou uma folha de papel onde estava desenhada uma árvore de natal com os dizeres: “Para a Luisinha, um Feliz Natal, da amiga Cristina” e, mostrando, disse ao homem:

- Este é o meu presente pra ela. Eu fiz na aula de desenho.

- É lindo como a sua amizade por ela. – disse o estranho.

- Você tem família? Por que está aqui no dia de Natal? Devia estar com seus filhos. Você tem filhos? Onde você mora?

- Quanta pergunta, Cristina! Disse ele sorrindo.

- Como sabe o meu nome? eu nem disse pra você!

- Eu sei muitos nomes. Você não imagina quantos.

- Quem é você? Qual o seu nome? – perguntou Cristina curiosa.

- Eu? Eu sou aquele a quem chamaste.

- Eu não chamei você. Eu chamei Deus. Por acaso você é Deus – disse a menina desconfiada.

- Quer que eu seja? Então eu sou.

Como milagre o tempo parou. As crianças que brincavam no carrossel, no gira-gira, no escorregador e no balanço ficaram paralisadas como estátuas. Então o homem pegou a mão de Cristina e a levou pelos ares. Voaram como se fossem pássaros, indo pousar no quarto do hospital onde Luisinha estava internada com a perninha engessada. Quando a doentinha viu a amiga acompanhada daquele senhor de cabelos brancos perguntou:

- Cristina, você veio me visitar, cadê a irmã Josélia? E este senhor, ele é o seu avô?

- Não. Ele é Deus. Ele é bonito, não é? Ele sabe voar e eu voei com ele para dar o seu presente de Natal. – disse a menina toda entusiasmada entregando a folha de papel para amiga que, depois de ler, guardou-a embaixo do travesseiro.

- Oi, Deus! Eu sou a Luisinha. Ainda não posso sair da cama porque o meu joelho dói muito.

E Deus, aproximando-se do leito da menina, colocou a mão sobre o joelho doente e disse:

- Está doendo agora?

- Não. Estou sentindo um calor na perna. Só isso.

- Amanhã estará no orfanato ao lado de sua amiga e das outras crianças. – disse o Todo-Poderoso.

De repente Cristina se viu novamente no orfanato, no mesmo lugar. Tudo continuava como antes, a brincadeira, a gritaria das crianças nos brinquedos, foi como se ela não tivesse saído dali.

- Como fez isso? Nós nem voamos de volta! – perguntou a menina.

- Você disse que sou Deus, e para Deus nada é impossível. Saiba, menina que para você eu reservei uma missão especial, e, quando crescer, fará tudo aquilo que desejou hoje e eu estarei ao seu lado guiando a sua mão e a sua cabeça.

Dizendo estas palavras, o homem alto de cabelos brancos ergueu os pés do chão e foi se elevando diante dos olhos abismados da criança e desapareceu no azul do céu. À noite Cristina foi dormir com pensamentos martelando a sua cabeça: Ela chamara Deus, e ele veio. Como será que ele ouviu. Será que ela o veria novamente? Finalmente adormeceu.

No dia seguinte, na parte da manhã, a freira, diretora do orfanato, recebeu um telefonema do hospital.

- Irmã Glória, a menina Luisa já está de alta. Pode vir buscá-la. – dizia a voz da enfermeira do outro lado da linha.

- Como? O médico disse que ela talvez saísse depois do ano novo!

- Pois é, irmã, o médico também não acreditou, mas a fratura sarou, não tem nem sinal. Ele acha que foi milagre, um milagre de Natal.



Maria Hilda Alão


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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

UM NATAL SEM TELEVISÃO

 

 

 

 

 http://www1.bestgraph.com/cliparts/personnages/famille/famille-38.jpg

 

 

Foi assim que disse, consolando a mãe, a menina Lucinha. Viúva há pouco tempo, dona Amélia lutava com dificuldades para sustentar os três filhos: Lucinha, Marquinhos e Luiquique. Luiquique é o caçula. Na verdade o seu nome é Luiz Henrique, só tem três anos e é muito agarrado a sua irmã Lucinha de seis. Dona Amélia, sentindo a falta do marido, dizia.

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- Hoje é Natal e não temos aquela alegria de antes. Não temos seu pai para cantar e brincar. A casa está escura. Não tenho vontade de acender a árvore de natal nem de falar com ninguém e a televisão achou de pifar logo hoje. Não podemos ver os especiais de Natal nem de Ano Novo. Oh, meu Deus...! 
         
Mas as crianças eram a alegria em pessoa e suas almas, forjadas a partir de uma centelha de Deus, tiveram uma idéia. Tendo Lucinha à frente, eles foram a procura dos seus jogos de brinquedo, e imploraram à mãe que jogasse com eles. Jogaram o “jogo da velha”, “batalha naval”, “jogo da memória”, “alfabeto português”, “monte sua árvore de natal”.

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Riram muito quando a mãe tentava montar, com as formas geométricas, a figura de um palhaço, ela sempre errava. Disseram “Oh!” todos juntos quando a mãe acertou pintar todos os animais de número ímpar. No quebra-cabeça “corpo humano”, eles rolaram no chão de tanto rir, quando a mãe pôs o joelho na cabeça da figura. No joguinho “sopa de letras”, ah! Neste então nem se fala. “Vamos encontrar a palavra “pato”. “Não, mãe, é p a t o”. Dona Amélia ria da sua dificuldade em lidar com os jogos das crianças. Depois, um pouco mais habituada, começou a errar de propósito só para ouvir a gargalhada cristalina dos filhos.

A filha reparou que a mãe estava mudada. A mulher se levantou do chão, acendeu a árvore de natal, colocou a estrela que faltava na ponta da árvore e até se esqueceu da televisão. Já era noite. O jantar foi servido com alegria e muita algazarra por parte das crianças que recitavam a uma só voz, batendo os garfos nos pratos:

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“Peru ru ru, hoje eu como tu!

Com farofa ou com angu

Bem aqui na minha mesa

Com suco de framboesa.”

Terminado o jantar, louça lavada e cozinha arrumada, foram todos para a sala. Lucinha ligou a vitrola antiga e colocou seu disquinho de cantigas de Natal, presente de seu pai. Todos cantaram. Lucinha ficou encantada com a voz da mãe acompanhando a canção Noite Feliz. Fazia algum tempo que ela não ouvia a mãe cantar. Fez os irmãos ficarem quietos para que a voz de dona Amélia aparecesse melhor. Estavam emocionados e, quando terminou, as três crianças correram para ela e lhe deram aquele abraço que elas chamavam de “abraço de urso”.

Com os três filhos abraçados a ela, dona Amélia perguntou:

- Quem vai querer panetone, nozes e castanha?

O grito foi um só: - euuu...

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O delicioso panetone, feito pela vovó Anita, quase foi devorado na sua totalidade. – Crianças, deixem um lugarzinho no estômago para abrigar as castanhas. – recomendou a mãe. Depois ela lhes contou a história do Natal de Cristo e, por volta das vinte e três horas, as crianças, cansadas, foram levadas para a cama.

- É hora de dormir com os anjos, minhas crianças. – disse a mãe.

- Então, mamãe, você ainda está triste por causa da televisão? – perguntou Lucinha dando um beijo em dona Amélia.

- Não, minha querida. Quem tem o que eu tenho, não precisa de televisão. Pra quê? Este dia de hoje eu vou guardá-lo pela eternidade afora. Nunca me senti tão feliz e alegre como neste Natal. Amo vocês crianças!

E beijando cada um deles, dona Amélia foi para o seu quarto rezar pelo marido e agradecer a Deus pelos filhos que Ele lhe deu.

 

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publicado por anitta às 23:08
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