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ANITTA BARROCO

"AQUAE FLAVIAE"

"AQUAE FLAVIAE"

Ao nosso Avozinho…

 


 

 

Esta simples carta, escrita pela Laura, uma das tuas netas, é uma homenagem de todos nós.
 
 
Ao nosso Avozinho…
 
 
Querido avô… não sei como começar… agora estou aqui sentada com um milhão de coisas que te quero dizer, devia ter-te dito, mas o tempo que tivémos juntos foi pouco.
Pouco pela distância, pelas poucas vezes que nos vimos, pouco pela diferença de mentalidade e de língua.
De pequena eras o avozinho de longe que víamos pouco, mesmo assim o nosso avozinho a quem sempre quisémos bem, mesmo se a recordação era abstracta porque as crianças vivem o momento, não as recordações.
Quando crescemos, aprendemos a conhecer-te melhor, a jogar as cartas contigo, durante horas, e que tu nos deixavas ganhar sempre. A passear pela Cela ou a levar o cavalo ao pasto deixavas-me montar mesmo que a mamã e o papá não quisessem. Conhecemos o teu lado doce o lado do avô que vicia os seus netos. Contaste-me as tuas aventuras na Alemanha, no Brasil e na tua terra em Portugal. Contaste-me histórias antigas aquelas que todos os avôs contam aos seus netos. Deixaste-nos correr, rir e gritar no teu pátio. Todos fizémos isso. Primeiro os teus filhos e depois todos nós os teus 10 netos a quem amaste muito.
Em cada aniversário pontualmente chegava a tua chamada, e com um pouco de embaraço pelo nosso português fraco ficávamos felizes de te falar de ouvir as tuas novidades de Portugal e de te perguntar quando nos vinhas ver, mesmo sabendo que a tua resposta era sempre a mesma : “agora estou muito idoso, mas se me vieres buscar vou contigo.” Este Inverno estive aí e prometi-te que se te sentisses melhor iria buscar - te na Páscoa para passares uns meses connosco mas infelizmente já foi muito tarde. Não tiveste força para esperar, porque de certeza tinha acabado o teu trabalho na Terra. Sabes avô? Fizeste mesmo um bonito trabalho. Criaste os teus filhos como pensavas ser justo, educaste - os e amaste - os mesmo com a dor de teres perdido a outra metade da tua vida. Viste os teus netos desde pequeninos, depois crescidos e a tua bisneta, que tu tantas vezes dizias não irias chegar a conhecer, ouvirá tantas bonitas histórias do seu bisavô que somente  a viu na barriga da sua mãe.
Acabou a tua missão nesta vida, Tiveste os teus erros como todos os mortais mas, fizeste o que fizeste de bom, superou qualquer das tuas faltas! Deste tanto aos teus filhos, à tua nora, aos teus netos e a todas as pessoas que te estiveram próximas durante a tua longa e bela vida.
Querido avô, amamos - te todos de todo o coração e assim o faremos para sempre. Continuaremos a falar de ti aos nossos filhos e netos e nunca ninguém te esquecerá. Eu agora gosto de te imaginar no paraíso, junto da avozinha Aida, finalmente reunidos, abraçados a olhar por nós, a observar como levamos a nossa vida. Estais aí a proteger – nos, a ajudar - nos e, de vez em quando dareis  uma gargalhada por nós que, ainda inocentes, fazemos qualquer asneira. Avô podes estar orgulhoso daquilo que deixaste na Terra e podes agora repousar sabendo que nós seremos capazes de caminhar sem ti, mas pensando em ti, e no exemplo de carinho e doçura que tu sempre nos deste.
E, se um dia não soubermos o que fazer, bastará pensarmos em tantas coisas que tu nos ensinaste que com certeza encontraremos a melhor maneira de resolver os nossos problemas e seguir em frente.
Obrigado por tudo avô. És grande e único!
 
Os teus netos…

 

 

Hoje faz 1 mês que nos deixaste, e, eu não podia deixar passar este dia sem te recordar, por isso António  esta carta escrita por uma das tuas netas vai ficar gravada no meu blogs para sempre.

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