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ANITTA BARROCO

"AQUAE FLAVIAE"

"AQUAE FLAVIAE"

O sinal dado aos pastores

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8Naquela região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do rebanho. 9Um anjo do Senhor apareceu aos pastores; a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo. 10Mas o anjo disse aos pastores: “Não tenha medo! Eu anuncio para vocês a Boa Notícia, que será uma grande alegria para todo o povo: 11hoje na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o Messias, o Senhor. 12Isto Ihes servirá de sinal: vocês encontrarão um recém-nascido, envolto em faixas e deitado na manjedoura”, 13De repente, juntou-se ao anjo uma grande multidão de anjos. Cantavam louvores a Deus, dizendo: 14”G1ória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”.

José e Maria a caminho de Belém

 

...e teve um filho primogénito, e o enfaixou e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

Quanto ao mais, funcionou a imaginação.

Envolver a criança em faixas era um costume hebreu que tinha por objectivo não apenas aquecer a criança, mas também limitar seus movimentos.

Acreditava-se que isso garantiria braços e pernas fortes e sem problemas.

Nesse ínterim, pastores que cuidavam de seus rebanhos, nas cercanias de Belém, foram visitados por um anjo. Este os informou de que o emissário divino, aguardado com grande expectativa pelo povo judeu, chegara finalmente. Haveriam de encontrá-lo numa manjedoura, envolto em panos.

Outros anjos apareceram e, num coro celestial, entoaram, em glorioso cântico, a proclamação:

Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra aos homens de boa vontade.

Pouco depois, os pastores encontraram Jesus como fora indicado, e lhe renderam homenagens.

 

 

A Caminho De Belém

Segundo narra o evangelista Lucas (capitulo II), Augusto César imperador romano, decretou um recenseamento na Palestina, sob a orientação de Quirino, governador da Síria.

O principal objectivo, óbvio, era fiscal.

Roma, a grande senhora que dominava o Mundo, desejava saber quantos potenciais pagadores de impostos sustentavam a riqueza e a boa vida de sua aristocracia.

Os judeus deveriam ser recenseados em sua cidade de origem, o que provocou invulgar movimento nas estradas e nas cidades.

José, que morava com Maria em Nazaré, era natural de Belém. Viu-se, portanto, na contingência de uma viagem que demandava perto de cinco dias.

A estalagem, previsivelmente, estava lotada.

O casal acomodou-se num estábulo, provavelmente na periferia. A tradição fixou o local como uma gruta e inseriu um boi e um asno, não presentes no relato de Lucas, que é extremamente lacónico.

Informa o evangelista, com absoluta economia de palavras, no versículo 7:

A MENSAGEM DE DEUS PARA MARIA

Deus escolhe sempre alguém para nos comunicar as suas mensagens. Por vezes escolhe os nossos pais, os catequistas, os nossos amigos, os professores e muitas outras pessoas.

Foi assim que, desta vez, Deus resolveu confiar a Maria, uma jovem de Nazaré, uma missão muito importante. Por isso lhe enviou uma mensagem através de um anjo que era seu mensageiro. O mensageiro que Deus escolheu para enviar a sua mensagem chamava-se Gabriel.

Maria estava noiva de um rapaz chamado José, o qual pertencia a uma família da qual Deus gostava muito.

O anjo Gabriel aproximou-se de Maria e disse-lhe: Olá, Maria, Deus gosta muito de ti! Podes considerar-te uma rapariga feliz, pois foste beneficiada pelas bênçãos do Céu!

Maria não era vaidosa nem se julgava muito importante. Ao ouvir esta mensagem, ficou admirada. Para dizer a verdade, ela não entendia bem o que aquelas palavras queriam dizer.

Mas Gabriel insistiu: Deus vai escolher-te para uma missão muito importante. Maria sabia que Deus chama homens e mulheres, rapazes e raparigas para realizarem missões importantes. Mas como era muito simples não pensava que Deus a pudesse escolher a si.

Mas Deus é assim: prefere sempre gente não orgulhosa nem maliciosa para realizar os seus planos.

Deus escolheu Maria para ser a mãe de alguém muito importante, do qual Maria já tinha ouvido falar. Os profetas e os homens do Antigo Testamento falaram do Filho de Maria muitos séculos antes de Ele ter nascido.

Maria já tinha ouvido falar muitas vezes do Messias, isso é, o consagrado por Deus para salvar todos os homens.

Maria tinha muita fé em Deus, por isso acreditava que o Senhor ia enviar o Messias muito em breve. Mas nunca pensou que o Salvador pudesse vir a ser seu filho.

Gabriel disse então a Maria: foste escolhida para seres a mãe do Salvador, o Messias de Deus. Vais pôr-lhe o nome de Jesus, acrescentou o anjo, pois é esta a vontade de Deus. Depois, Gabriel acrescentou: ele será chamado Filho do Deus Altíssimo (Lc 1, 32).

Maria não estava a entender muito bem tudo o que isto queria dizer, mas como tinha muita fé e confiança em Deus, disse ao anjo: Faça-se em mim a vontade de Deus. Eu quero ser a serva do Senhor.

O anjo Gabriel, ao ver que a mensagem que Deus lhe confiara fora entregue e aceite ficou muito contente e retirou-se.

 

Era uma vez um menino...

Era uma vez um menino que se chamava Rafael.
Um dia ele ouviu o pai a falar com a mãe, que iam preparar uma festa para festejar o Natal.
O Rafael pensou logo em convidar o seu grande amigo João, que vivia numa barraca, numa zona muito pobre junto de um rio.
Como o seu amigo não tinha telefone teve de ir à casa dele.
Quando lá chegou perguntou:
- Está alguém em casa? - e ninguém respondeu.
Então ele decidiu entrar, e o João estava lá dentro.
- Então João, porque é que não respondeste?
- Porque estava distraído.
- Ah! Olha eu vim aqui, para te convidar para ires lá a casa passar o Natal.
- Não posso.
- Então porquê?

- Porque a minha mãe está doente.
- O que é que ela tem?
- Tem uma gripe muito forte.
- Ah! Mas se ela tomar um bom remédio, de certeza que vai ficar boa.
- Isso já eu pensei, mas eu não tenho dinheiro para ir ao médico nem à farmácia.
- Eu vou pedir aos meus pais.
- O Rafael foi ao carro e perguntou aos pais:
- Pai, podes emprestar dinheiro ao João, para ele ir comprar os remédios à mãe?
- Está bem eu empresto.
- Obrigado pai; eu adoro-te. Vou já contar ao João.
- Então o João foi comprar os remédios e a mãe ficou boa.
- No dia de Natal o João e a mãe foram lá a casa do Rafael e festejaram o Natal todos juntos.
- Só é pena, que todas as crianças não tenham um Natal assim nem um amigo como o Rafael.

 

 

O Desastre do Pai Natal

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Era véspera de Natal.
O Pai Natal estava a preparar-se para começar a viagem.
O trenó estava cheio de presentes, as renas estavam a acabar de comer.
Estavam todos ansiosos!
Depois começou a sua longa viagem pelo céu.
A certa altura atravessaram uma nuvem quase gelada.
As renas arrepiaram-se e despistaram-se... Perderam-se...
Eles andavam perdidos pelo céu, as renas andavam de um lado para o outro e como o trenó estava muito cheio, começaram a cair presentes. O trenó ia indo cada vez mais para baixo e foram bater numa árvore.
As renas ainda estavam arrepiadas e o Pai Natal já pensava:
- Se eu não deixo os presentes nos sapatinhos, as crianças vão pensar que eu não existo.
- Vamos renas, temos de voltar para o céu para finalmente distribuirmos os presentes.- Disse o Pai Natal.
- Mas, quando o Pai Natal reparou, o trenó estava partido. Eles tinham que refazê-lo. Então, repararam que alguém ainda tinha a luz acesa. O Pai Natal foi lá e perguntou:
- Pode emprestar-me um martelo e parafusos?
- Sim, eu empresto-lhe.- disse o sapateiro que ainda trabalhava.
- Obrigado. - disse o Pai Natal.
Depois de o trenó estar pronto, foram começar a distribuir os presentes.
Quando acabaram de distribuir os presentes, para casa felizes por terem resolvido tudo.

 

O Menino do Palácio do Dragão

Era uma vez, num país distante, um pobre vendedor de flores. Todos os dias ele colhia as flores, descia até o vale e atravessava um rio para chegar à cidade, onde vendia sua colheita. No fim da tarde, ao voltar para casa, atravessava novamente o rio e atirava na corrente os botões não vendidos.

Um dia, devido as fortes chuvas, o rio havia subido de tal forma e tão violenta era a torrente que era impossível cruzá-lo. O vendedor ficou parado, sem saber o que fazer, quando avistou uma tartaruga que veio em sua direção e se ofereceu para transportá-lo. Tão logo ele subiu no casco da tartaruga ela nadou velozmente, submergindo nas profundezas do rio.

Em poucos momentos chegaram a um estranho palácio. Era o palácio do dragão, a morada do senhor da água. Lá, uma linda princesa os aguardava. Ela saudou calidamente o vendedor e agradeceu-lhe pelas flores tão bonitas que as águas do rio todos os dias lhe traziam. Ela o recebeu com um suntuoso banquete, ao som de delicadas melodias e com graciosas danças de peixes. Encantado, o vendedor permaneceu ali por um longo tempo.

Finalmente o deleitado hóspede decidiu que deveria voltar para casa. Quando se despediu da princesa, esta mandou vir à sua presença um menininho maltrapilho.

Por favor – disse ao florista, - cuide deste menino, e ele fará com que seus desejos se tornem realidade.

Quando voltou para casa, acompanhado do menino, o vendedor de flores se deu conta da pobreza de sua cabana. Recordando-se das palavras da princesa, pediu ao menino um novo lar. O menino, então, bateu palmas três vezes e transformou a cabana em um maravilhoso palácio, esplendidamente mobiliado.

O tempo passou, e o vendedor esqueceu-se de sua origem humilde, exigindo mais e mais luxos; em breve, transbordava de riquezas. Em um ambiente tão rico, o homem começou a achar que o menino maltrapilho estava fora de seu lugar. Pediu-lhe então que trocasse as suas roupas por outras mais bonitas. Porém, dizendo que era feliz daquele jeito, o menino se negou a fazê-lo e continuou usando os seus andrajos.

Finalmente, o vendedor, convencido de que possuía tudo aquilo que poderia desejar, sugeriu ao menino que regressasse para o palácio do dragão. Este se recusou a voltar. Porém, ao ver o vendedor tão contrariado, concordou e deixou-se levar até o rio.

Suspirando com alívio, por ter conseguido livrar-se do menino, o homem voltou ao seu palácio. Mas, para seu total assombro, o palácio havia desaparecido por completo. Ele estava novamente em sua humilde cabana, vestido com as mesmas roupas que usava quando era um pobre vendedor de flores, muito tempo atrás. Nervoso, e percebendo o seu erro, correu em direção ao rio chamando o menino.

Mas o menino também havia desaparecido.

 

 

 

Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish

História do menino que ficou pequenino como um ratinho....

Era uma vez um menino, um menino que por acaso era muito parecido com o antoska. Comia muito bem porque queria crescer depressa e ficar muito alto. Ia para a cama sempre cedo apesar de gostar muito de ver o canal panda nunca fazia birras. Ele sabia que comer bem e dormir cedo faziam crescer. Mas uma vez e por causa de uns desenhos animados novos o menino não quis ficar na cama dele. Chorou e gritou tanto que o pai do menino acabou por ir buscá-lo. Nessa noite o menino ficou acordado até muito tarde. No outro dia de manhã o menino que até era parecido com o antoska, acordou muito mal disposto e não queria comer. Não quis os cereais que ajudavam a crescer e a ficar muito alto. Nessa noite voltou a não querer ir para a cama cedo por causa dos desenhos animados que por acaso eram horríveis. Quando a mãe dele lhe estava a vestir o pijama parecia que sobrava tecido. Era quase como se o menino estivesse mais pequeno.... O menino deitava-se agora sempre tarde. Nunca queria comer porque dormia pouco e ficava com a birra. Passados uns dias o menino estava mesmo mais pequenino. A roupa estava toda grande. E ele começou a ficar preocupado. Mas continuava a ficar acordado a ver os desenhos animados que eram horríveis. Uma vez acordou muito, muito pequenino. Ia para a escola dele e as pessoas não o viam. Quase o pisavam. Estava pequenino como um ratinho branco. Ele começou a chorar e foi para casa. Então os pais dele pegaram-lhe ao colo. Deram-lhe um grande abraço e disseram...

Sabes porque estás assim tão pequenino? Pequenino como um ratinho? Nós não te dissemos nada porque és um menino muito inteligente. Deixamos que ficasses a ver televisão até muito tarde. Não comias nada porque estavas sempre com a birra. Se queres ajuda, tens que pedir!

Então o menino começou a chorar muito e disse...

" meus pais, ajudem-me. Eu quero ser grande!"

Está bem. Esta noite vais para a caminha cedo.

E assim foi. De manhã o menino comeu um grande prato de cereais. Brincou cheio de energia, mas estava triste. Continuava pequenino. Mas agora já não era preciso os pais mandarem-no para a cama cedo. Quando o menino que por acaso era parecido com o antoska acabava de jantar, brincava um bocadinho com a mãe e o pai dele e ia para a cama dormir. E assim sem mais nem menos ele estava maior. Não demorou muitos dias até o menino ficar crescido outra vez. E o melhor é que ele andava a comer tão bem, e a dormir sempre cedo que as calças dele ficaram pelos joelhos! Então o menino que era muito inteligente percebeu...

"mamã, papá, obrigado..."

Obrigado por quê? perguntaram os pais

vocês ensinaram-me que se os meninos forem para a cama sempre cedo, acordam fortes cheios de fome e crescem muito depressa. Nunca mais me vou esquecer desta lição. Eu julgava que vocês queriam ficar sozinhos a ver televisão. Mas afinal só queriam que eu crescesse forte e saudável. Muito obrigado meus pais.

 

 

Autoria Carla Bandos

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